Tags

, , , , , , ,

INTRODUÇÃO

Atualmente (2013) essa doença me incomoda muito psicologicamente, não consigo trabalhar, estudar na faculdade, andar de metrô, andar de ônibus, sem ter a impressão que alguém está incomodado com o cheiro gerado pelo o meu corpo.

Como meus pais estavam sempre envolvidos em outras coisas, eles nunca me levaram no médico. Eu procurei um médico e todas as possíveis vias médicas para tentar encontrar respostas. Durante muitos anos enfrentei um beco sem saída, um após o outro, com médicos bem-intencionados e especialistas, por uma resposta lógica e racional, um diagnóstico.

Eu não tenho um diagnóstico, e eu não sou de forma alguma um profissional da saúde. Eu nunca me atreveria a tentar diagnosticar ou tratar alguém acreditando que sofrem da mesma condição que eu, uma condição de odor ou qualquer outra coisa! Além disso, não é minha intenção. Estes são os meus próprios pensamentos e como eles se relacionam com as minhas experiências como uma pessoa com um problema de odor e as coisas e traumas que eu encontrei por causa disso. 

MINHA CAMINHADA EM BUSCA DA VERDADE

Tenho lutado sozinho, durante toda minha vida, com uma condição difícil de controlar “o odor do corpo” que me afeta pessoalmente, sem entender porque as pessoas reagem de diferentes formas quando estão a minha volta. Tem sido particularmente difícil, durante um período de dez anos, quando tinha 13 anos meu corpo começou a mostrar sintomas de um cheiro estranho depois de esforços de físicos após o treino de educação física.Eu sofri com isso durante meus três anos de ensino médio, dois anos do ensino técnico e primeiros quatro anos de faculdade de química industrial. Sendo esta primeira faculdade trancada por traumas da época, minha família nunca entendeu por que tranquei o curso, não adiantaria explicar que era pelo o odor do meu corpo. Depois de 2012 me mudei de estado, de trabalho e curso na faculdade.

O que dificultou uma pesquisa mais exata sobre o assunto foi o fato de transpirar muito nos pés e nas mãos, e por vezes ficar com um chulé fortíssimo, sobrenatural. Mas nunca entendia por que minha higiene era impecável e mesmo assim fedia logo após o banho.

Nunca imaginei que o problema era interno, metabólico, e não externo, da pele. Minha cabeça por 13 anos não aceitou o fato do cheiro não ser dos meus pés.

SABE AQUELA SITUAÇÃO SOBRENATURAL?

Chega ao ambiente e se arrepende um segundo depois. Aquele cheiro “estranho” toma conta do ambiente todo e as pessoas começarem a torci, espirrar, colocar a mão na frente do nariz, mas você só se sente aliviado quando estiver sozinho, na maioria das vezes no seu quarto.

Acredito que isso se aplicava por que o odor gerado é volátil em forma de gás, ele sai por todos os poros da pele, incluindo urina, saliva e respiração.

Só percebi que isso acontecia comigo a partir do momento que tive que trabalhar, no colégio era diferente, pois todo aluno geralmente brinca com os amigos no intervalo, corre, transpira, fica suado, e passa apenas 5 horas na sala de aula. Com o passar do tempo comecei a adotar métodos compulsivos de higiene para combater o odor, “Se for o chulé ou bromidrose, pelo o excesso de suor poderia ser hiperidrose palmar e plantar, vou resolver – pensei”.

TENHO LISTADO DIVERSAS LOUCURAS BIZARRAS DE HIGIENE COMPULSIVA:

  1. Usar sapatos apenas uma vez após serem lavados;

    Higiene

    Meu quarto parece farmácia, mas da metade do meu salário de estagiário gasto em coisas que não funcionaram.

  2. Usar absorvente feminino para absorver o suor nos pés;
  3. Usar sabonetes anticépticos de gliceridina 2%;
  4. Usar sabonetes antitranspirante feito com manipulação por dermatologista;
  5. Trocar de sapatos, roupas, cuecas e meias todos os dias;
  6. Lavar os pés com água sanitária todos os dias pela manhã;
  7. Usar meias de algodão e fibra de alumínio;
  8. Preferir calçados abertos;
  9. Mesalazina 2% no sabonete corporal;
  10. Usar antitranspirante Driclor, antitranspirante ODABAN, antitranspirante MP-DRY, Deltox, Protex, Rexona Clinical, Icaden, Amoniaco, Zeasorb, Tênis Pè;
  11. Usar luva cirúrgica nos pés para evitar contato com o sapato;
  12. Tomar banho de amoníaco todo dia (minha pele descamou);
  13. Passa cola Super-Bond (meus pés cortaram até sagrar muito, foram dias terríveis);
  14. Loção de banho de baixo ph.5.5 ou 6.5;
  15. Usar luva de látex nos pés para evitar contato com o sapato e prender com fita emborrachada de eletricidade;
  16. Uso de perfurmes, desodorantes, carvão activado, antibióticos, probióticos, chlorella;

Nada até agora fez grandes efeitos, apenas psicológicos. Comecei a adquirir cada vez mais toc’s por higiene. Até entendo o nojo das pessoas, mas o que o não entendo é como algo pode feder tanto, mesmo limpando e higienizando corretamente.

Adoro trabalhar em equipe, conhecer pessoas, fazer amigos, mas sempre depois disso me sinto um lixo, por que as pessoas acabam tendo pena de mim por ser assim, e me aturam por me acha esforçado demais. Na verdade, eu sei que tenho potencial, e estar sozinho em outro estado não é fácil, e além de trabalhar, estudar, e mandar dinheiro pra casa. Eu não merecia convive com um trauma desse tipo. Atualmente trabalho numa Sociedade médica, trabalho diretamente com classes de médicos. Tenho que está no mínimo cheirando normal. Não me considero digno de pena, qualquer caso clínico é mais grave que o meu. E às vezes preferia que fosse algo pior a esse desconforto e insegurança. Enfim, submeti meu corpo a muito sofrimento. Já pensei em até me matar de tanta vergonha que venho passando. Estou sem forças. Preciso de uma solução.

Hoje meu odor ficou tão intenso, que ao entrar em qualquer ambiente enche uma sala em questão de segundos, com apenas a exalação da respiração nasal. O odor químico produzido é um odor muito desagradável e “incomum”, e tem uma fixação forte no ar (Não atribui uma descrição ao cheiro, pois não tenho certeza sobre o que é, como é, e de onde vem). Por incrível que pareça as roupas e lençóis não exalam qualquer odor.  O que não consigo entender é que nem todo mundo conseguir sentir. No ensino técnico quando perguntei a uma jovem que sentava bem atrás de mim, se ela sentia alguma coisa que incomodava a ela, algum cheiro estranho, ela disse que nunca havia sentido nada. Mas por que ela tossia tanto, e ficava com o nariz vermelho? Ela disse que era coisa da minha cabeça.

RELAÇÕES SOCIAIS E INTERPESSOAIS

Acerca de até 12 anos minha vida era praticamente normal. E não perdia tanto tempo pensando em bobagens, me divertia. Agora aprendi a dar valor a cada minuto sozinho.

Sempre fui muito inteligente, mais do que a maioria das pessoas da minha idade, e ganhei fama de nerd em pouco tempo. Por muito tempo ajudava as pessoas da sala em troca de compreensão e piedade para não ser excluído totalmente dos grupos de conversas. Submetia-me a dar aulas para os amigos e puxar sacos dos professores em troca de aceitação.

Durante esta época, quando todos os adolescentes começam a explorar uma nova fase de interações sociais com suas namoradas, meu odor foi à primeira coisa percebida pelos outros e muitas vezes não permitiu que outros me vissem como uma pessoa normal.

Diminuir a ansiedade em relação ao problema ajuda.  Podem ocorrer, com mais frequência, quadros de depressão, alterações de sono, transtornos do humor, sensação de fadiga e falta de esperança, e inclusive pensamento suicida.

A  espera por um diagnóstico é angustiante, o impacto da notícia quando se descobre ter uma doença rara pode até levar o indivíduo a pensar em suicídio. Nestes casos, o acolhimento familiar e social pode ser de grande ajuda.

A TRAJETÓRIA DO DIAGNÓSTICO

Como meus pais estavam sempre envolvidos em outras coisas, eles nunca me levaram no médico. Eu procurei um médico e todas as possíveis vias médicas para tentar encontrar respostas. Durante 10 anos, enfrentei um beco sem saída após o outro, com médicos bem-intencionados e especialistas. Como resultado, eu me virei para a web para pesquisar artigos médicos na esperança de encontrar respostas. Depois de ler vários artigos, mensagens comoventes por outros sofredores odores corporais, e assistir vários noticiários, comecei a ouvir falar de uma condição médica chamada Trimetilaminúria – TMAU: A sindrome do odor de peixe (Artigo atualizado com dados fornecendo em exames pelo DLE)

Na idade de 22 anos, eu encontrei um artigo traduzido do Daily mail e imediatamente fiz impressa uma cópia de um artigo escrito pelos Dr. Elizabeth Shephard e Ian Phillips (Phillips, 2007). O Texto falava sobre um jovem e comecei a ler para entender sua condição, ele havia procurado um médico, que prescreveu os antibióticos e alimentação necessária. Ele imediatamente começou a seguir o protocolo recomendado num outro web site de estudos científicos[pubmed-medline], que inclui uma dieta baixa de colina. Em questão de alguns meses, o odor seria capaz de ser controlado, embora não existisse cura, existe um protocolo de tratamento usado por ele ainda em fase de experiências, ele passava a viver melhor. Neste mesmo momento foi quando descobri um site brasileiro que falava exatamente dos dramas que estava vivendo: TMAUBRASIL.

UM TRAUMA PSICOLÓGICO

TMAU é diagnosticado como um problema psicológico só por causa de uma falta de conhecimento da doença e sua etiologia relacionada à higiene. Para a maioria dos pacientes com Trimetilaminúria, a higiene é de longe melhor do que as pessoas normais. Essa doença, praticamente desconhecida no Brasil, tinha apenas 200 casos diagnosticados em todo o mundo em 2003. É um transtorno metabólico causado por um defeito no gene FMO3, que faz com que não haja o metabolismo da colina, da carnitina e da trimetilamina, fazendo com que sejam exalados pelo corpo fortíssimos odores, que variam de peixe, urina, suor, borracha queimada, etc. Como praticamente nenhum médico no Brasil conhece essa doença, que é tratada com uma dieta bastante restrita, seus portadores costumam sofrer por anos e anospodendo chegar ao suicídio devido ao impacto que sofrem nas relações sociais.

Em geral, é longo o caminho percorrido pelos portadores de doenças raras,  e principalmente para quem têm Trimetilaminúria ou outro distúrbio que cause odor corporal e halitose . A apresentação dos sinais e sintomas costuma ocorrer em metade dos casos, ao nascer ou ainda na infância. Mas uma grande parte tem sintomas tardios.

Muitas das manifestações podem simular outras doenças e confundir ainda mais a avaliação. Por exemplo a condição genética de Trimetilaminúria é uma doença rara e de outros tipos de condições de odor corporal são susceptíveis de também ser visto como raro pela comunidade médica e científica. Isto pode ser devido à falta de diagnóstico e consequente falta de atenção dada aos vários tipos de distúrbios do mau cheiro corporal, uma vez que ainda outros têm de ser claramente definida. Como resultado, a ausência de dispersão da informação científica na comunidade médica sobre as condições de mau odor corporal, a maioria dos médicos pode nunca ter ouvido falar de corpos transitório de difícil controle e / ou mau hálito provocado por alterações hormonais, estresse e / ou dieta e a função intestinal ou estrutura intestinal. Consequentemente, os médicos tendem a recorrer a um diagnóstico de  Síndrome Referência Olfativa, e assim, o diagnóstico verdadeiro para odor corporal subjacente não é apresentado.

PROTOCOLO DE TRATAMENTO INSALUBRE

O forte odor corporal pode resultar de um excesso de certas proteínas na dieta ou de um aumento anormal das bactérias que produzem trimetilamina no sistema digestivo. Descobri que meu problema era TMAU no dia 8 junho de 2013. Pensei, por 13 anos, que era outra coisa e não pesquisei esse assunto, sempre associei a bromidrose (mau cheiro no suor) Mas quem tem TMAU o odor pode ser excretado não apenas pelo suor, mais também saliva, transpiração, urina, respiração e couro cabeludo. No momento, o que se pode fazer é consultar uma nutricionista para saber exatamente quais alimentos e bebidas poderemos consumir fazer uso de lactobacilos especiais, prescritos pela nutricionista, para a flora intestinal e esperar pela ciência, que acaba de descobrir que o material genético humano é mais complexo do que eles supunham e que o DNA lixo que eles classificaram tem função em nosso corpo. Isso abrirá um leque de pesquisas para novas descobertas e, quem sabe, é nesse contexto que descobrirão um tratamento para nosso problema, que é um TRANSTORNO METABOLICO, uma deficiência na metabolização de alimentos derivados de trimetilamina. A causa genética está relacionada com mutação ao nível do gene flavina mono-oxigenase 3 (FMO3). O gene FMO3 faz uma ENZIMA que decompõe nitrogênio contendo compostos da dieta, incluindo a trimetilamina. Esses compostos são produzidos pelas bactérias no intestino, que digerem as proteínas de ovos, carne, soja e outros alimentos. O normal é o FMO3 enzima converter o cheiro de peixe trimetilamina em trimetilamina N- óxido, QUE NAO TEM ODOR. Se a enzima está ausente de sua atividade fica reduzida devido a uma MUTAÇAO GENÉTICA no FMO3 e a trimetilamina, então, não é discriminada, não funciona, e ACUMULA NO CORPO, sendo liberada na pessoa através do suor, urina e respiração, na forma do odor de peixe morto, ou seja, alimentos em decomposição, que podem ter o cheiro característico da flatulência. Daí a razão pela qual as pessoas ficam incomodadas, pois somos programados para REPELIR os odores desagradáveis. Temos que ser fortes e aprender a viver com esse problema, da mesma forma que os deficientes fazem. Façam o exame de URINA ou genético para medir os níveis de trimetilamina-óxido de trimetilamina.

Infelizmente, o protocolo prescrito para esta doença rara é insalubre e seus portadores ainda não conseguiram um tratamento padrão com remédios ou dieta especifica. Em 1998, setor de alimenção e nutrição do Institute of Medicine  americano estabeleceu recomendações dietéticas para a ingestão de colina, estima-se uma ingestão adequada (AI) de 550 mg por dia para homens e 425 mg para mulheres  (Colina nos alimentos: Download PDF).Ela exige colina a ser removido ou limitado de uma pessoa a cada dieta alimentar do dia. A colina é um nutriente essencial, e diversos alimentos saudáveis ​​não podem ser consumidos sem lhes desencadear os sintomas. Mesmo que ele tenha seguido este protocolo por anos, qualquer stress, ou quebrar na dieta com os amigos, ou por qualquer outro motivo desconhecido, seu odor pode ser desencadeada de forma imprevisível.

Tenho notado que a experiência comum da maioria dos doentes em todo o mundo é o acesso limitado a teste de TMAU, principalmente devido ao único teste que está sendo oferecido em alguns países, como os Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. No entanto, a maioria dos médicos nesses países, e outros, nunca ouviram falar de Trimetilaminúria. Como resultado, somente os pacientes que têm acesso à internet, que só então descobrir sobre sua existência. Uma vez que sofrem e aprendem sobre a doença, então eles são confrontados com o desafio de tentar convencer o médico a prescrever o teste e conseguir antibióticos, que na sua grande maioria aponta risco de resistências a bactérias pelo o uso de ciclos ou altas doses. Infelizmente, esta solicitação é normalmente encontrada resistência por parte dos médicos que não estão familiarizados com a doença e são rápidos para julgar o problema como PSICOLÓGICO.

Há tantos que sofrem em todo o mundo que não têm acesso a testes TMAU ou a informações básicas sobre Trimetilaminúria devido a fatores como acesso à internet ou barreiras linguísticas. O protocolo e tratamento para Trimetilaminúria não é confiável, e, basicamente, uma “solução temporária”. Insalubre. Restringir a comida de uma pessoa apenas para que os outros não incomodem com ela é sub-humano.

COMUNIDADE INTERNACIONAL

Depois, de dias pesquisando comecei a receber e-mail de várias partes do mundo de pessoas e seus relatos. Nova York nos Estado Unidos, Londres na Inglaterra, Moçambique na África, Porto Rico na América Latina e Além dos grupos no Brasil.

Li diversos artigos de portadores desta condição de odor corporal no Mebo Research, muitos dele fizerem testes e resultou-se negativo,  nem sempre é TMAU, das 153 amostras recebidas por Clevenland Clinic 30% deu positivo para TMAU, outros apenas mostraram os nivéis altos de TMA/TMAO, segundo o site da recomendado pela The Trimethylaminuria Foundation em Nova York, a condição de TMAU pode explicar diversas doenças metabólicas causadoras de odor corporal intenso resultante em B.O (Body Odor). É possível fazer parte de diversos grupos de apoio:

  1. Forum britânico;
  2. Yahoo Grupo americano;
  3. Grupo Inglês, Americano, Espanhol e Brasileiro no facebook (Solicite a Maria para fazer parte);
  4. Forum brasileiro (Récem criado).

Logo em seguida recebi e-mail falando sobre um fundo de pesquisa britânico e americano chamado de Trinzyme. Um dos diretores de pesquisa MEBO recebeu e-mail de um representante do Conselho de Pesquisa Médica do Reino Unido (MRC) nos informando que um grupo de quatro cientistas, de uma instituição de renome financiado pelo governo e uma instituição privada, Trinzyme (UK) Limited, afirmou Karen, Diretora MEBO Research UK no dia 19 de agosto de 2013 “Nós arrecadamos: £694.65GBP” para garantir dinheiro no fundo para os dois primeiros anos de pesquisas . Para você ter uma ideia é igual à USD$: 1.086.920,00 ou R$: 2.564.476,4. Pelo o menos há esperanças de pesquisas.

Além disso, o que me anima é que a MEBO Research, uma organização membro da Nord e Eurodis, com comunidade no Rareconnect, está trabalhando com especialistas e cientistas de todo o mundo para que novas pesquisas possam ser realizadas por melhores tratamentos ou cura possível.

Update/Atualização:

Notícia emocionante : “É um prazer de vos informar que Cheryl Campos , um diretor MEBO Research nos EUA, estará falando com o presidente Obama sobre a questão das doenças raras, TMAU e odor infligidos por sofredores de todo o mundo! . Nós não poderíamos fica mais satisfeitos por ter uma audiência com o presidente dos EUA”.

Cordially,
Jason Tillotson
Director of User Experience & Technology

TESTE DE URINA E GENÉTICO

Entrei com contato com a MEBO por e-mail falando que conhecia um grupo de 10 pessoas no Brasil que precisavam de ajuda para fazer o teste de urina, que não sabiam como agir, precisavam de apoio em nossa língua.

Resposta:

“This sounds great. Please let me know the link to your site and I’ll announce it in this Facebook page, the MEBO English blog, http://www.meboresearch.com and the MEBO Spanish blog, http://www.olorcorporalyhalitosis.com. I have also received your Requisition Form for the TMAU Test. The shipping cost to Brazil and back is substantial, and what I recommend is for a group of people interested in testing to have me to s hop all their kids to one address in Brazil, and then the person in that address can ship the kits to within Brazil. The savings will be shared equally by each person. Then each individual could shop their kits individually to the MEBO headquarters in Miami. The cost is $150 for the test plus shipping costs. There would be no other charges. Mebo will procure Customs documentation.  Please let me know if this is something you are interested in doing, and I’ll send you the invoice with the cost breakdown.” Maria de La Torre

TESTE DE URINA EM CLEVELAND CLINIC, OHIO

No começo de 2013, entrei em contato com MEBO Research sobre a possibilidade de realizar um teste de urina em Cleveland, no estado da Ohio, Estados Unidos. O teste não pode ser enviado porque o envio de qualquer material genético precisa de solicitação médica e encaminhamento via laboratório especializado, cadastrado e credenciado. Um exemplo é laboratório Fleury ou Albert Einstein. No Brasil temos laboratório que realizam teste de sequenciamento genético (FMO3) para detectar o tipo (TMAU1) caracterizado pela ausência da enzima digestiva, exemplo de laboratório é DLE (É confiável, descritivo e seguro. Além do apoio psicológico dado pelos os médicos, você terá a certeza de fazer um exame seguro e documentado) em São Paulo/Rio de Janeiro que custa em média R$: 2080,00 reais; também tem um laboratório em Curitiba, São José dos Pinhais que custa R$: 1.300,00 reias.  Meu amigo também tentou por Cleveland, pagou R$: 714,00 reias, mas na hora de enviar o teste de urina para Ohio o FEDEX barrou alegando a ilegalidade do envio sem autorização médica. A instituição MEBO Research devolveu do valor pago, e ainda ofereceu o teste gratuito se descobrisse um modo de enviar. Ela atua como uma instituição Pública de Caridade nos Estados Unidos. Somente o teste de urina é que comprova o TMAU2 o qual apresenta a enzima presente, porém inativa ou excesso de bactérias intestinais causadoras da trimetilamina causando o alto nível de TMA/TMAO.

Depois de troca e-mail com a Fundadora da Mebo, ela nos ofereceu apoio e suporte. Este site é fruto de uma investigação sobre estudos e pesquisas dessa doença do qual sou portador, ainda que sem diagnósticos pelo os meus poucos padrões financeiros.

“This is the reason I am offering you the opportunity to use the name MEBO Research if you like.  It will give you greater opportunity to achieve whatever projects you may want to do.  I know MEBO isn’t known in Brazil, but if you find it beneficial, you are still always welcome to use the name.” María de la Torre, Founder and Executive Director Mebo Research.

A COMUNIDADE BRASILEIRA PRECISA SE UNIR

Compreender essas deficiências e estar plenamente ciente da enorme necessidade de investigação genética, manter a comunidade brasileira ativa, um lugar para encontrar pessoas com o mesmo problema. A missão é concentrar esforços em unir doentes e especialistas, oferece literatura relevante para os pacientes em blogs diários, sites, fóruns, redes sociais e pontas de lança ofertas testes TMAU com laboratórios em diferentes no Brasil, como o DLE, para que os doentes em todo de todo o Brasil tenham a oportunidade de testar e medir os níveis de TMA/TMAO.

TESTE DE URINA NO BRASIL

A Maria de La Torre recebeu o segundo telefonema de longa distância a partir de um laboratório no Rio de Janeiro me perguntando se a MEBO estaria interessado em trabalhar com eles para fazer o teste de urina TMAU, este laboratório é o DLE.

I am in the process of organizing a paper with information about the MEBO/Cleveland Clinic TMAU Test requested by Guillaume of DLE www.dle.com.br.” Maria de La Torre

Portanto, a continuação dessa história será contada em breve. Nosso objetivo é descobrir apoio de estudos de laboratórios no Brasil e pesquisas na USP e UNIFESP que são grandes instituições no Brasil capazes de nos orientar de forma saudável e segura para não destruirmos nossos corpos com experimentos de relatos de experiências de outros portadores.

APRENDENDO A LHE DÁ COM DOENÇA

A gente acaba pensando na doença 24 horas por dia e esquece algumas coisas que fazem parte da nossa vida e nos identifica quanto pessoa. Poucas coisas são dignas nessa vida. Pagar as contas em dias, comer sua comida preferida, passear num lugar do seu gosto e escolha, ter um lugar para dormir tranquilo, ler em uma língua que você entenda ter tempo pra si mesmo. E por último encontrar alguém que entenda aquilo que você fale. Nenhuma frase de nenhum pensador representa a sua vida e nem o que você sentiu de verdade. Representa o que eles sentiram de forma diferente.

Você aprende que as pessoas mais solitárias são as mais amáveis. E que as mais tristes têm o sorriso mais bonito. As mais sofridas são as mais sábias. Tudo porque elas não desejam que outras pessoas sofram o tanto quanto elas sofreram. Ser mau é tão insensato e autodestrutivo quanto ser bom.

Engraçado a crença das pessoas nas coisas e não no ser humano. Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere. Se elas soubessem da nossa condição não perderia tempo listado coisas inúteis. Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.  Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde: prazer faz muito bem; dormir me deixa 0 km; ler um bom livro faz-me sentir novinho em folha; viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos, viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de ideias; brigar me provoca arritmia cardíaca; ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago; testemunhar gente jogando lata de cerveja ou lixo pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano; e telejornais? Os médicos deveriam proibir – como doe ver tanta gente sem OPORTUNIDADES; caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo, faz muito bem. Nunca marque horário com a tristeza, adie essa dor. É preciso de tempo para transformar o tempo em torno em alguma coisa útil.

Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada. Acordar de manhã se arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à  saúde! E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda!  Não pedi perdão pelas mancadas, e deixa as situações no que “está feito, está feito”. Não conte sua dor para as pessoas, ninguém se importa. Pessoas não podem te perdoar, mas você pode recomeçar.

“Eu sei que o mundo está uma bagunça, eu sei mais do que a maioria. Essa doença não vai me matar, mas atrapalha a minha vida no trabalho, faculdade e relacionamentos. E mesmo assim, só espero que tudo isso passe, e eu volte a ter a felicidade que tinha antes…”.

Mensagem do Instituto Canguro: Particularmente assisto todos os dias

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Dm0N_iKqDI8

Anúncios